O conceito de paradigma de Thomas Kuhn segundo Giorgio Agamben

A Editora Hidalgo acaba de traduzir para o espanhol o livro “Signatura Rerum” do filósofo italiano Giorgio Agamben. Neste livro, Agamben aborda de maneira provocativa as estratégias metodológicas de Paracelso, Kuhn e Foucault.

No primeiro texto do livro, “O que é um paradigma”, Agamben coloca em um lugar central o conceito de paradigma desenvolvido por Thomas Kuhn em “A Estrutura das Revoluções Científicas”. Segundo Cecilia Macón, neste texto Agamben não apenas evoca os princípios básicos do conceito de Kuhn, dedicada aos modelos ou padrões aceitos pela ciência estabelecida, mas também mostra como ela é entrelaçada com a proposta de Michel Foucault. Ideias clássicas do pensamento de Agamben – Homo sacer, estado de exceção e campo de concentração – são precisamente, segundo o próprio filósofo, paradigmas, isto é: “formas de conhecimento que não são nem dedutivo nem indutivo, mas analógico, que se deslocam na singularidade, e são capazes de neutralizar a dicotomia entre o geral e o particular”.

Leia aqui a íntegra da resenha de Cecilia Macón para o “La Nación”.

Na ciência jurídica, o conceito de paradigma de Kuhn tem sido utilizado para demonstrar a transformação metodológica por que tem passado o direito administrativo contemporâneo. Nesse sentido, consulte-se o último livro do professor Diogo de Figueiredo Moreira Neto, “Quatro Paradigmas do Direito Administrativo Pós-Moderno. Legitimidade. Finalidade. Eficiência. Resultados”, Editora Fórum.

[Publicado pelo Editor]
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