Um livro auspicioso: “Economia do Indivíduo”

Por Ubiratan Iorio

No próximo dia 1º de outubro o economista Rodrigo Constantino irá lançar seu novo livro, “Economia do Indivíduo – O Legado da Escola Austríaca”, editado pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil. O evento acontecerá na Livraria DiVersos, na Av. Érico Veríssimo, 854, loja A, na Barra da Tijuca, às 19 horas.

Tratando-se de obra sobre a Escola Austríaca de Economia é muito bem vinda! Na realidade, é apenas o terceiro livro editado em nosso país sobre a escola de Economia que teve em Mises e Hayek os seus maiores expoentes: o primeiro foi “Economia e Liberdade: a Escola Austríaca e a Economia Brasileira”, de minha autoria, editado em 1995 pelo Instituto Liberal de São Paulo com uma segunda edição em 1997, da Forense Universitária e o segundo foi “Economia e Filosofia na Escola Austríaca”, de Ricardo Feijó, editado em 2000 pela Nobel.

“Economia do Indivíduo” vem agora juntar-se aos dois primeiros, o que representa um evento bastante auspicioso em um país dominado por livros de Economia com viés keynesiano (quando não marxista).

Nas palavras do próprio Constantino, um jovem e combativo economista, verdadeiro idealista da causa da liberdade dos cidadãos: “Um dos aspectos mais importantes do conceito de atividade empresarial de Kirzner é que o empresário é visto não apenas como a mola propulsora de uma economia de mercado, mas principalmente como um produto exclusivo da economia de mercado. Em outras palavras, só podem existir empresários, no conceito utilizado pela Escola Austríaca, onde houver economia de mercado, uma vez que o processo de descoberta que caracteriza os mercados livres, em que os empresários são obrigados a manter-se em permanente estado de alerta para que possam saber que necessidades específicas os consumidores desejam ver atendidas, não pode ser substituído pelo planejamento, por computadores, por “câmaras setoriais” ou por “soluções” políticas.”

Recomendo a todos a leitura do novo livro, porque considero a falta de conhecimento sobre a metodologia e a visão de mundo dos “austríacos” um dos maiores problemas na formação dos economistas, não só no Brasil, como de resto na maioria dos países.

Não posso deixar de encorajar o Rodrigo e outros jovens economistas a continuarem a escrever sobre a Escola Austríaca e também não posso deixar de lembrar-me das enormes dificuldades que encontrei quando resolvi publicar o meu livro sobre o tema, incentivado pelos saudosos Donald Stewart, Og Leme e Roberto Campos, que chegou a prefaciar a segunda edição. Com o novo livro de Constantino, sinto uma sensação muito agradável, a de saber que, embora sendo minoria, não estamos sós no bom combate em defesa da liberdade e que há jovens talentosos conosco.

Por isso, estimulo todos a comparecerem ao lançamento e a lerem o livro (www.mises.org.br). O Brasil – cujo governo vem paulatinamente restringindo a liberdade de escolha dos cidadãos, coletivizando e massificando a maneira de pensar e até de falar e escrever, apoiando organizações que teimam em afrontar os direitos de propriedade, como o MST –, o Brasil com que sonhamos, sem dúvida, agradecerá.

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