Governo alemão emprega 17.000 ex-agentes da Stasi

Provocou indignação na Alemanha a informação de que cerca de 17.000 ex-agentes da Stasi (polícia política da ex-RDA) trabalham no governo alemão.

“Esta dimensão não era suspeita até agora”, disse Klaus Schroeder, que dirige um centro de pesquisa sobre a ex-RDA na Universidade Livre de Berlim. “É uma bofetada na cara das vítimas da Stasi”, respondeu o porta-voz da Associação das Vítimas do Estalinismo (VOS), Ronald Lässig.

Para o social-democrata Stephan Hilsberg, antigo dissidente do regime da Alemanha Oriental  “o problema não é que sejam usados pelo serviço público, o que é inaceitável é que alguns detêm posições como gestores da polícia judicial de Brandemburgo.”

A Polícia Judiciária Federal (BKA) reconheceu que, no momento da reunificação, tinha contratado 48 funcionários da Stasi, incluindo 23 ainda em serviço hoje. Um deles ainda garante a segurança da chanceler, Angela Merkel.

Gerhard Ruden, encarregado da gestão dos arquivos da Stasi na Saxónia-Anhalt, apela para um controle exaustivo da história dos funcionários públicos. “Esta é uma questão de saúde política”, diz ele.

[Publicado por Maria Raquel Lins]

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